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UMA POÉTICA NO ARQUIVO DO ARTISTA: O CONTÍNUO DESDOBRAR DAS PAISAGENS DA MEMÓRIA DE GERALDO RAMOS
Última alteração: 2019-07-26
Resumo
Esta comunicação põe em movimento o desarquivar do processo de criação do projeto de pesquisa "Uma poética no arquivo do artista: o contínuo desdobrar das paisagens da memória de Geraldo Ramos". O desarquivar é concebido como gesto disparador de proposições epistêmicas compreensivas, uma espécie de "poiésis epistemológica", um conceito engendrado pelo pesquisadora na tessitura do projeto. Tal conceito é mais afeito ao encontro do "entre" na pesquisa, como pesquisadora e interlocutor atravessam-na, e menos habituado a localizar a essência do conhecimento que é posto em ação. Porquanto “desdobrar” é o operador metodológico que atravessa não só a escritura desta pesquisa, mas também a pluralidade de arranjos que as paisagens da memória inscrevem como esgarçamentos desta proposição, o trabalho convoca o acompanhamento de quatro dispositivos, quatro "desdobramentos", que enlaçam a escrita corporificada, construída em tautocronia aos deslocamentos empreendidos pela pesquisadora e o artista pelas paisagens da memória do interlocutor, deslocamentos que implodem as concepções costumeiras de espaços vividos e momentos lembrados, já que se permite adentrar o terreno fluídico da imaginação criadora de ambos os construtores desta narrativa, brincando com os referenciais mais palpáveis que habitam essas paisagens. Os dispositivos são o caderno de campo / diário de bordo, o livro do artista, o diário dos sonhos e o caderno do projeto poético concebido como exposição, o qual atravessa a pesquisa, todos em processo.
Palavras-chave
poética em arquivos; paisagens da memória; poiésis epistemológica; Geraldo Ramos
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