Tamanho da fonte:
MUSEUS E AS CONVENIÊNCIAS DESCOVENIENTES DA CULTURA POLÍTICA NO CENÁRIO CONTEMPORÂNEO
Última alteração: 2019-07-25
Resumo
Depois do século XX, o mercado da cultura se confunde com o próprio mercado, e a cidade simboliza a conversão de um empreendimento da cultura em divisas: “não há nenhum espaço puro fora da cultura da mercadoria, por mais que possamos desejar um tal espaço” (HUYSSEN, 2000, p .21). Os equipamentos culturais são usados para produzir divisas, existe um uso conveniente da cultura, um tipo de gerenciamento, em que a agenda das culturas políticas contemporâneas é fortemente marcada por um “negócio da cultura”. Nesse contexto, os museus são significativos equipamentos culturais, na composição de uma agenda de cultura política, e não escapam da transformação de uma memória do passado em produto, ou seja, produto de mercado. A tomada da cultura por um empreendimento “conveniente” atua como um importante recurso disciplinar e político. Assim, discutir cultura é discutir gestão da cultura, e quem são seus “administradores”. Nesse sentido, esse breve texto tem como objetivo pontuar algumas questões sobre os complexos cruzamentos entre: os museus e a emergência da cultura enquanto produto da sociedade contemporânea.
Palavras-chave
Museus; Cultura Política; Negócio da cultura; Epistemologia colonial; Construção de Subjetividades
Texto completo:
PDF